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Dr. Lucas Antonietti - Câncer de Mama: sintomas, tipos, cura, o que é, prevenção e mais



Ola pessoal. 

Na ultima segunda (15) estivemos participando do evento social da Embelezze. Recebi o convite para ministrar a aula sobre o Câncer de Mama! 
Aproveito a oportunidade para parabenizar todos os professores! A profissão mais bonita e importante! “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” Cora Coralina 

Também não poderia deixar de explanar aqui com todos vocês, um assunto que é tão importante como o ''Câncer de Mama''. 
Boa Leitura. 

om a chegada do mês de Outubro, é normal falar-se mais sobre Câncer de Mama. Afinal, com a campanha preventiva contra a doença, o Outubro Rosa, a recorrência de informações é muito maior do que no resto do ano.

Porém, é preciso frisar que a importância de se conhecer sobre esse tipo de câncer é fundamental não apenas em um mês entre os doze, mas sim durante todos eles. E é diante dessa realidade que hoje trazemos um artigo completo sobre o Câncer de Mama, a fim de você consultar quando precisar – ou achar necessidade – e tirar todas as suas dúvidas sobre a doença que mais mata mulheres no Brasil e no mundo.

O que é o Câncer de Mama
Antes de entender o que é o câncer de mama em si, é preciso entender o que caracteriza um câncer.
O corpo humano é composto por diversos tecidos que, consequentemente, são compostos por diversas células. Um câncer é caracterizado por um crescimento acelerado e desordenado dessas células, independentemente da parte do corpo, causando um tumor. Quando não diagnosticado e tratado precocemente, esse tumor tende a crescer de forma muito agressiva, tornando-se, assim, maligno.

Tendo esse panorama, pode-se dizer então que o câncer de mama, como o próprio nome já diz, afeta as células da mama, glândulas constituídas pelas seguintes estruturas:

Estruturas produtoras de leite (lóbulos);
Ductos (pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo);
Gordura;
Tecido conjuntivo (tecido que liga, nutre, protege e sustenta outros tecidos);
Vasos sanguíneos;
Vasos linfáticos.
Normalmente, esse tipo de câncer tem início nos lóbulos ou nos ductos. Porém, ele pode ser iniciado também em outras estruturas das mamas, como os tecidos estromais, tecido que inclui as gorduras e o tecido conjuntivo da glândula.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres e responde por 25% dos casos novos da doença no Brasil. Todavia, a doença pode acometer os homens também, porém de forma bem mais rara; apenas 1% dos homens brasileiros possuem o tumor.

Dados do INCA afirmam que, no ano de 2013, o câncer de mama levou a óbito 14.388 pessoas. Delas, 181 eram homens e o restante, isto é, 14.206, eram mulheres. Ainda segundo o Instituto, será computado em 2016 cerca de 58 mil novos casos da doença.

Causas e Fatores de Risco
Não existe uma única causa para o câncer de mama. O que acontece, na verdade, é a influência de um conjunto de fatores que pode desencadear o início da doença.

Um fator de risco é algo que afeta sua chance de adquirir uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, por exemplo, idade e histórico familiar.

Embora os fatores de risco possam influenciar o desenvolvimento do câncer, a maioria não causa diretamente a doença. Algumas pessoas com vários fatores de risco nunca irão desenvolver um câncer, enquanto outros, sem fatores de risco conhecidos poderão fazê-lo.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas com a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de mama tem algum fator de risco, muitas vezes é difícil saber o quanto esse fator pode contribuir para o desenvolvimento da doença.

Fatores de risco que não se pode mudar

Gênero
Ser mulher é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama.

Idade
O risco aumenta com a idade. Cerca de 12% dos cânceres de mama invasivos são diagnosticados em mulheres com até 45 anos, enquanto cerca de 60% em mulheres acima de 55 anos.

Fatores Genéticos
Cerca de 5 a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. A causa mais comum de câncer de mama hereditário é uma mutação herdada nos genes BRCA1 e BRCA2. Mutações em outros genes, embora raras, podem também levar ao câncer de mama hereditário, como, por exemplo, ATM, TP53, CHEK2 (síndrome de Li-Fraumeni), PTEN (doença de Cowden), CDH1, e STK11 (síndrome de Peutz-Jeghers).

Histórico Familiar
O risco de câncer de mama é maior entre as mulheres com parentes em primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram a doença. Nesses casos o risco da doença praticamente dobra. Ter dois parentes de primeiro grau aumenta o seu risco cerca de 3 vezes.

Histórico Pessoal
Uma mulher com câncer de mama tem um risco de 3 a 4 vezes maior de desenvolver um novo câncer de mama. Isso é diferente de uma recidiva (retorno do tumor).

Raça e Etnia
As mulheres brancas são ligeiramente mais propensas a desenvolver câncer de mama do que as negras. No entanto, em mulheres com menos de 45 anos, o câncer de mama é mais comum em mulheres negras.

Mamas Densas
Mulheres com mamas densas têm um risco aumentado de câncer de mama em relação às mulheres com mamas menos densas. Uma série de fatores pode afetar a densidade da mama, como idade, estado menopausal, uso de medicamentos, gravidez e genética.

Doenças Benignas da Mama
Mulheres diagnosticadas com determinadas condições benignas da mama podem ter um risco aumentado de câncer de mama. As doenças benignas da mama são classificadas de acordo com o risco:

  • Lesões não-proliferativas: Não estão associadas ao crescimento excessivo do tecido mamário e não parecem afetar o risco de câncer de mama, incluem fibrose e/ou cistos simples, hiperplasia, adenose, ectasia ductal, tumor filoide, papiloma único, necrose, fibrose periductal, metaplasia escamosa e apócrina, calcificações,  tumores benignos, como lipoma, hamartoma, hemangioma, neurofibroma e adenomioepitelioma.
  • Lesões proliferativas sem atipia: Estas condições mostram o crescimento excessivo das células dos ductos ou lobos e incluem hiperplasia ductal, fibroadenoma, adenose esclerosante, papilomatose e cicatriz radial.
  • Lesões proliferativas com atipia: Nestas condições, existe um crescimento excessivo das células dos ductos ou lobos, com algumas das células normais não aparecendo. Eles têm um forte efeito sobre o risco de câncer de mama, elevando-o de 3 a 5 vezes. Estes tipos de lesões incluem: hiperplasia ductal atípica e hiperplasia lobular atípica.
Menstruação
As mulheres que tiveram menarca precoce (antes dos 12 anos) ou tiveram a menopausa após os 55 anos têm um risco aumentado de câncer de mama. O aumento do risco pode ser devido a uma exposição mais longa a hormônios femininos.

Radioterapia Prévia
As mulheres que fizeram radioterapia na região do tórax têm um risco aumentado de câncer de mama.

Exposição ao Dietilestilbestrol
Mulheres grávidas que receberam dietilestilbestrol (DES) têm um risco ligeiramente maior de desenvolver câncer de mama. Mulheres cujas mães tomaram DES durante a gravidez também podem ter um risco maior de câncer de mama.

Fatores relacionados ao estilo de vida

Ter Filhos
As mulheres que não tiveram filhos ou que tiveram o primeiro filho após os 30 anos têm um risco aumentado de câncer de mama. Ter muitas gestações e engravidar jovem reduz o risco de câncer de mama.

Controle da Natalidade
O uso de pílulas anticoncepcionais aumenta o risco de câncer de mama em relação às mulheres que nunca usaram. Esse risco volta ao normal após a interrupção do uso dos contraceptivos. Mulheres que pararam de usar os anticoncepcionais há mais de 10 anos não parecem ter qualquer aumento no risco.

Reposição Hormonal após a Menopausa
O uso de estrogênio sozinho após a menopausa não parece aumentar o risco de câncer de mama.

Amamentação
Alguns estudos sugerem que a amamentação pode diminuir o risco de câncer de mama.

Alcoolismo
O uso de álcool está claramente associado a um aumento do risco de desenvolver câncer de mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool consumida.

Obesidade
Estar acima do peso ou ser obesa após a menopausa aumenta o risco de câncer de mama. Mas a ligação entre o peso e o risco da doença é complexa. Por exemplo, o risco parece ser maior em mulheres que ganharam peso na idade adulta, e não para aquelas que sempre estiveram acima do peso desde a infância.

Atividade Física
Crescem as evidências de que a atividade física na forma de exercício reduz o risco de câncer de mama.

Fatores de risco não muito esclarecidos

Dieta e Vitaminas
Muitos estudos têm procurado uma ligação entre o que as mulheres comem e o risco de câncer de mama, mas os resultados ainda são conflitantes. Alguns estudos indicam que a dieta pode desempenhar um papel importante, enquanto outros não encontraram nenhuma evidência de que a dieta influencia o risco de câncer de mama.

Produtos Químicos
Algumas pesquisas relatam possíveis influências ambientais sobre o risco de câncer de mama. Mas, até o momento não existe uma relação clara entre o risco de câncer de mama e a exposição a determinadas substâncias químicas.

Tabagismo
As evidências sobre a relação do tabagismo e o câncer de mama ainda não são claras.

Trabalho Noturno
Alguns estudos sugerem que as mulheres que trabalham à noite, podem ter um risco aumentado de desenvolver câncer de mama. Esta é uma descoberta relativamente recente e mais estudos são necessários para comprovar essa questão. Alguns pesquisadores acreditam que o efeito pode ser devido a mudanças nos níveis de melatonina, hormônio cuja produção é afetada pela exposição do corpo à luz, mas outros hormônios também estão sendo estudados.

Fatores Controversos

Desodorante
Rumores na internet sugerem que as substâncias químicas em desodorantes interferem na circulação da linfa, fazendo com que toxinas se acumulem no peito e, eventualmente, levem ao câncer de mama. Com base nas evidências disponíveis, existe pouca ou nenhuma razão para se acreditar nesse risco.

Sutiã
Rumores na internet sugerem que os sutiãs causam câncer de mama, obstruindo o fluxo de linfa. Não existe base científica ou clínica para essa afirmação.

Implantes Mamários
Alguns estudos mostram que os implantes mamários não aumentam o risco de câncer de mama, apesar dos implantes de silicone poderem causar cicatrizes no tecido. Os implantes tornam mais difícil a visualização do tecido mamário com mamografias convencionais.

Tipos de Câncer de Mama
Como o câncer não é uma doença única, mas sim um conjunto de várias doenças, o Câncer de Mama pode ser classificado em diversos tipos. Veja:

Carcinoma ductal in situ
Esse tipo de câncer é um tumor não invasivo e é precursor ao câncer. Se você o possui, é porque as células dos ductos de sua mama sofreram mudanças e agora parecem cancerosas. Porém, ao contrário dessas, as células do carcinoma ductal in situ ainda não invadiram o tecido ao redor da glândula.

Carcinoma lobular in situ
O carcinoma lobular in situ é um câncer que cresce nas glândulas produtoras de leite, porém ainda não invadiram o tecido que há ao redor delas.

Carcinoma ductal invasivo
Tipo mais comum de câncer de mama, o carcinoma ductal invasivo tem início nos ductos mamários e invade os tecidos próximos a eles. Uma vez espalhado nesses tecidos, o câncer pode se espalhar para outros tecidos e órgão próximos.

Carcinoma lobular invasivo
Esse tipo de câncer se desenvolve primeiramente nos lóbulos das mamas (ou nas glândulas produtoras de leite) e, muito provavelmente, já se espalhou para outros tecidos e órgãos próximos.

Câncer de mama inflamatório
Tipo incomum de ocorrer (cerca de 1% de todos os casos), o câncer de mama inflamatório é caracterizado pelas células bloquearem os nódulos linfáticos, o que faz com que as mamas não façam a drenagem apropriada. Porém, ao invés de criar um tumor, nesse tipo de câncer a sua mama incha, fica vermelha e dá a sensação de estar muito quente. Em mamas cancerosas, caroços grossos podem aparecer.

Câncer de mama triplo-negativo
Para o câncer de mama ser diagnosticado como triplo-negativo, ele precisa apresentar 3 características:

  • Deve haver falta de receptores de estrogênio;
  • Deve haver falta de receptores de progesterona;
  • Não apresenta proteínas HER2 adicionais na superfície (substância que potencializa o crescimento do tumor).
A ausência destes receptores (relacionados ao crescimento do câncer de mama) faz com que os tratamentos comumente utilizados sejam ineficazes. Porém, a quimioterapia ainda traz bons resultados e, de acordo com a National Breast Cancer Foundation (Fundação Nacional do Câncer de Mama, em tradução livre), ela pode ser ainda mais eficaz nos estágios iniciais, em comparação a outros tipos de câncer.

Vale ressaltar que o câncer de mama triplo-negativo tem tendência em se espalhar mais rapidamente. Ao mesmo tempo, essas chances diminuem com o passar do tempo.

Doença de Paget
Esse tipo de câncer tem início nos ductos do seio, porém, conforme cresce, ele afeta a pele e a aréola do mamilo. A doença de Paget pode acontecer ao mesmo tempo que outros tipos de câncer, como o carcinoma ductal in situ e o carcinoma ductal invasivo.

Tumor filoide
Tipo extremamente raro, o tumor filoide acontece no tecido conjuntivo da mama.

Angiosarcoma
O Angiosarcoma se caracteriza pelo fato de crescer sobre os vasos sanguíneos e/ou linfáticos.

Estágios do Câncer
O Câncer de Mama possui 5 estágios, que variam de 0 a 4 e possuem as suas devidas subdivisões. Saiba mais sobre cada um deles no quadro abaixo.

Estágio
Caracterização
Estágio 0
As células cancerosas permanecem no interior do ducto mamário, sem invasão do tecido que há em volta.
Estágio 1A
O tumor possui medida de até 2 cm e ainda não se espalhou para fora da mama. Além disso, não há gânglios linfáticos envolvidos.
Estágio 1B
Esse estágio pode se dar de duas maneiras:
1) Ao invés de ter um tumor na mama, há vários pequenos grupos de células cancerosas (que medem entre 0,2 mm a 2 mm) nos gânglios linfáticos.
2) Há tumor na mama, mas não é maior que 2 cm. Além disso, há diversos grupos de células cancerosas localizados nos nódulos linfáticos.
Estágio 2A
O estágio 2A pode se apresentar de 3 maneiras diferentes:
1) Não há tumor, mas células cancerosas são encontradas nos gânglios linfáticos presentes na axila.
2) O tumor pode medir até 2 cm e se espalha para os linfonodos axilares.
3) O tumor é maior do que 2 cm, mas não mais do que 5 cm, e não se espalhou para os gânglios linfáticos da axila.
Estágio 2B
Nesse estágio, o tumor pode se apresentar de 2 formas:
1) Possui um tamanho maior do que 2 cm, mas não mais do que 5 cm, e se espalhou para os gânglios linfáticos axilares.
2) O tumor é maior do que 5 cm, mas não se espalhou para os gânglios linfáticos axilares.
Estágio 3A
Novamente, esse estágio pode ser de 2 tipos:
1) Não há tumor. O câncer é encontrado em nódulos linfáticos da axila que estão rentes a ela ou a outras estruturas, ou, ainda, que estejam perto do esterno.
2) O tumor pode ter qualquer tamanho e ele já se espalhou nos gânglios linfáticos da axila que estão rentes a ela ou a outras estruturas, ou, ainda, que estejam perto do esterno.
Estágio 3B
No estágio 3B, o câncer pode ser de qualquer tamanho e já se espalhou para as paredes do seio e/ou para a pele da mama. Além disso, ele pode ter se espalhado também para os linfonodos axilares ou ter furado outras estruturas. Ainda, o câncer pode ter se espalhado para os gânglios linfáticos que estão perto do esterno.
Estágio 3C
Nesse estágio, pode ser que não haja nenhum sinal de tumor na mama ou pode ser que o tumor tenha se espalhado para a parede do peito e/ou na pele que reveste a mama. Além disso, o câncer pode ter se espalhado também para os gânglios linfáticos acima ou abaixo da clavícula. Ainda, o câncer pode se espalhar para os linfonodos axilares ou para os gânglios linfáticos próximos ao esterno.
Estágio 4
O Câncer se espalhou para outras partes do corpo (acontecimento chamado de metástase).
Quais os sintomas do Câncer de Mama?
Conforme visto na tabela dos estágios do câncer, alguns casos não apresentam sequer o nódulo anormal mais característico do câncer de mama. Porém, de qualquer forma, recomenda-se que as mulheres conheçam as suas mamas, pois assim, quando houver qualquer alteração, o médico poderá ser alertado o quanto antes.

Os principais sinais e sintomas que ocorrem no câncer de mama são:

  • Nódulo único endurecido;
  • Modificações na pele de uma parte da mama;
  • Pele inchada e avermelhada;
  • Mamilo invertido;
  • Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas;
  • Sensação de nódulo aumentado na axila;
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo;
  • Secreção purulenta ou sanguinolenta nos mamilos;
  • Inchaço do braço;
  • Dor na mama ou no mamilo.
Câncer de Mama tem cura?
Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), cerca de 95% dos casos de câncer de mama possui chances de cura. Porém, para que isso possa acontecer, é preciso que a doença seja diagnosticada precocemente, ou seja, quando o tumor ainda medir menos de 1 cm.

Diagnóstico


A mamografia é o único exame capaz de diagnosticar o câncer de mama em seu estágio inicial, pois os nódulos com menos de 1 cm ainda não podem ser apalpados – o que quebra o tabu de que o autoexame é o primeiro exame que precisa ser feito em caso de suspeita de câncer de mama.

Por conta disso, recomenda-se que mulheres acima de 40 anos se consultem regularmente com o seu mastologista – especialista no funcionamento e afecções da mama –  e devem realizar, ao menos, uma mamografia ao ano.

Informação importante e que é pouco divulgada: Através da Lei Federal nº 11.664/2008, toda mulher a partir dos 40 anos tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia anual.

Vale ressaltar que a mamografia não funciona em mamas muito densas, pois as imagens não apresentam muita nitidez nessas condições. Porém, a realização do exame não é dispensável. Ultrassom e ressonância magnética são exames complementares bastante indicados para estes casos.


Tratamento

Para tratar um câncer de mama, é preciso avaliar o tipo e o estágio em que se encontra. Feito isso, a definição terapêutica pode ser determinada. O tratamento sempre terá o objetivo de cuidar bem do ser humano e ofertar a ele o melhor método disponível para que ele possa ser efetivamente curado, ou, para aqueles casos em que a cura não seja possível, que ela possa viver com dignidade e com qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Os tratamentos da doença podem ser classificados de duas maneiras:


  • Terapia local;
  • Terapia sistêmica.

Terapia Local

Esse tipo de terapia visa tratar o tumor no local onde se encontra, sem afetar o resto do organismo, e pode ser realizado de duas formas:

Cirurgia
Modalidade de tratamento mais antiga, a cirurgia é realizada quando o tumor encontra-se em seu estágio inicial e em condições favoráveis para sua retirada.

Radioterapia
Muito utilizada em tumores localizados, a radioterapia é feita através do uso de radiação ionizante. Ela é usada quando não há a necessidade de retirada de grande parte da mama ou em casos de que o tumor não pode ser retirado totalmente através de cirurgia.

Terapia sistêmica

Nesse tipo de tratamento, são utilizados medicamentos por via oral ou diretamente na corrente sanguínea do paciente, a fim de atingir as células cancerosas, estejam elas em qualquer parte do corpo. A terapia sistêmica pode ser de três maneiras:

Quimioterapia:
Consiste na utilização de medicamentos orais ou intravenosos e tem o objetivo de destruir, controlar ou impedir que as células cancerosas continuem crescendo.

Terapia hormonal:
Essa forma de tratamento impede a ação dos hormônios que fazem com que as células cancerosas cresçam. Ela age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

Terapia-alvo (anticorpos monoclonais):
É realizada através de drogas anti-cancerosas, relativamente novas, que tem como alvo uma determinada proteína, ou mecanismo de divisão celular, presentes nas células doentes.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Dicas para usar durante os tratamentos

Muitos tratamentos utilizados para o câncer de mama causam, muitas vezes, efeitos colaterais indesejados. Para que eles possam ser amenizados, seguir algumas dicas pode ser essencial.

Dicas para minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia

Saúde bucal
Uma infecção dentária, como a cárie, pode causar problemas durante o tratamento. Por isso, frequentar o dentista para um check-up é essencial.

Saúde cardíaca
Alguns casos de quimioterapia causam problemas no sistema cardiocirculatório do paciente. Portanto, consulte o seu cardiologista antes do procedimento.

Saúde reprodutiva
Se você estiver em idade reprodutiva, veja a possibilidade de congelar os seus óvulos, pois algumas quimioterapia afetam diretamente no sistema reprodutor.

Queda de cabelo
Efeito colateral mais comum da quimioterapia, a queda de cabelo total ou parcialmente pode prejudicar a sua autoestima. Para isso não acontecer, aposte no uso de chapéus, lenços ou perucas antes mesmo dos fios caírem.

Náuseas e vômitos
Alimentos de difícil digestão podem causar uma sensação desconfortável em seu estômago. Por isso, converse com o seu médico se irá precisar consumir medicamentos anti-eméticos.

Cuide da alimentação
Como a quimioterapia é um procedimento intenso para o paciente, algumas pessoas costumam comer antes das sessões, por alegarem que se sentem melhores assim. Independente se você fizer parte desse grupo ou não, é importante lembrar que não se pode ingerir nada por, no mínimo, uma hora depois da sessão.

Outra dica importante é com relação a quantidade e temperatura dos alimentos e bebidas. Prefira consumir pequenas porções, além de evitar bebidas durante a refeição. Aposte em alimentos e bebidas mornas ou frias e evite as fortes, pois elas podem causar náuseas e vômitos.

Dicas para minimizar os efeitos colaterais da radioterapia

Pele
É importante lavar a pele irradiada com sabão suave e água morna. Após isso, evite coçar ou esfregar a região.

Pomadas
Você pode fazer uso de pomadas e cremes, desde que elas sejam previamente prescritas e/ou autorizadas pelo seu médico.

Roupas
Prefira sempre as roupas mais folgadas e extremamente confortáveis

Proteja-se do sol
Ao sair sob o sol, procure cobrir as regiões com roupas claras.

Terapia com anticorpo monoclonal

Essa terapia possui um menor grau de toxicidade e efeitos colaterais ao paciente, porém o aparecimento deles pode ocorrer. Caso você possua algum dos efeitos citados abaixo, consulte o quanto antes o seu médico para que as administrações posteriores sejam mais eficazes:

  • Falta de ar;
  • Sensação de calor;
  • Queda da pressão arterial;
  • Rubor.


Complicações

Uma das principais complicações do câncer de mama é a recidiva, isto é, a volta de um tumor que já foi tratado. Além disso, é preciso reforçar aos paciente que, quando não tratado o quanto antes, o tumor da mama pode vir a evoluir e, consequentemente, não possuir chances de cura.

Como se prevenir do Câncer de Mama

Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados quando práticas saudáveis são adotadas, tais como:

  • Praticar atividade física;
  • Alimentação saudável;
  • Peso corporal no peso adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentação.
Convivendo com Câncer de Mama



O câncer de mama pode afetar a rotina do paciente de diversas maneiras e isso vai depender do estágio em que o tumor se encontra e o tratamento que ele está recebendo.

As pessoas são todas diferentes, ninguém lida com algo, como o câncer de mama, da mesma maneira que outra pessoa o faz. Porém, algumas formas de apoio podem ser muito eficazes na hora de enfrentar a sua vida depois do diagnóstico e tratamento para a doença.

Algumas opções são:

  • Conversar com seus amigos e família sobre a questão;
  • Conversar com outras pessoas que sofrem ou já sofreram de câncer de mama;
  • Descobrir o máximo de informação possível sobre a condição;
  • Evitar fazer coisas que exijam muito de você;
  • Dar tempo para si mesmo, fazendo o que gosta e o que te faz bem.
O Câncer de Mama faz milhares de vítimas todos os anos não só no Brasil, mas também no mundo inteiro. E é diante de tal fato que informações como essas precisam ser propagadas a uma grande quantidade de pessoas. Compartilhe esse texto com seus familiares e amigos e ajude a combater esse câncer que afeta tanto as nossas mulheres.

Referências

Entrevista com o dr. Elio Tanaka (CRM-PR 6842), auditor médico na Linha de Cuidados em Oncologia e Biológicos de Alto Custo no Instituto Curitiba de Saúde
http://www.mulherconsciente.com.br/cancer-de-mama/
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/cancer_mama
http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/mama/27/
http://www.breastcancer.org/
http://www.inca.gov.br/wcm/outubro-rosa/2015/index.asp
http://www.healthline.com/health/breast-cancer
http://www.oncoguia.org.br/cancer-home/cancer-de-mama/20/12/
http://www.nhs.uk/Conditions/Cancer-of-the-breast-female/Pages/Introduction.aspx







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