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Governador eleito e outros 54 políticos são alvo representações por “derramamento de santinhos”

MP Eleitoral pede a condenação deles ao pagamento de multa. Valores podem variar de R$ 2 mil à R$ 8 mil; procuradores ainda apuram abuso de poder econômico nessas eleições.




Limpeza
De acordo com Perissé, a legislação eleitoral proíbe fixação de materiais de campanha em postes, orelhões e pontos de ônibus, por exemplo, porque a ideia é manter a cidade limpa. “Derramar santinhos em espaços públicos vai contra esse preceito e por isso pedimos a condenação deles ao pagamento de multa”.

Para ele, o primeiro turno em 2018 foi “mais limpo” que os períodos eleitorais anteriores. “Para nós, essa é uma decorrência da proibição de doações empresariais e do estabelecimento de limite de gastos. Porque aí, a chance dos candidatos usarem esses recursos de forma abusiva diminuiu também”.

A avaliação desse contexto, portanto, é positiva, segundo Raphael. “Nessas eleições tivemos muito menos carros de som, cabos eleitorais entre outros elementos. Considero isso uma característica positiva. O candidato agora tem que difundir suas ideias e não fazer campanha espetaculosa”.

O procurador regional eleitoral de Goiás, Alexandre Moreira Tavares dos Santos, considera ainda que a poluição causada pelo derramamento de santinhos pode oferecer riscos à população. “A prática vai além do ilícito eleitoral, uma vez que esse tipo de material gráfico entope calhas e bocas de lobo, especialmente nos períodos mais chuvosos, o que pode acarretar uma série de transtornos e riscos à população”.

De acordo com Raphael, sobre isso, é possível que o Ministério Público estadual (MP-GO), interceda para cobrar dos candidatos, coligações e partidos a limpeza dos locais de votação. “Ainda, se a prefeitura, por exemplo, precisar fazer algum reparo decorrente da prática ilícita, estes também podem ser cobrados, mas essa já é uma alçada do MP estadual”.

Apuração
Paralelamente, ressalta ele, procuradores fizeram um arquivo para cada candidato citado, com objetivo de apurar se, com os derramamentos de santinhos, violaram vários locais de votação. “Oferecemos essas representações para obedecer ao prazo, que ia até esta segunda-feira. Agora, porém, teremos mais tempo para avaliar se ocorreram casos de abuso de poder econômico, quando um candidato que tem condição financeira, sejam eles do fundo partidário, doações ou próprios, se vale disso para pressionar e conquistar eleitorado de forma desproporcional em relação aos demais”.

Além de Caiado, Vilela, Arantes e Perillo, foram apontados os seguintes nomes:

Almirando (PROS);
Chanter Lane (PATRI);
Charles Bento (PRTB);
Coronel Alessandri (PSDB);
Coronel Caixeta (DC);
Delegado Cristiomário (PSL);
Deusmar (DEM);
Éder Nunes (PSD);
Everaldo Vidal (PROS);
Flávia Morais (PDT);
Frederico Nascimento (PROS);
Gilmar Nunes (MDB);
Glaustin da Fokus (PSC);
Isaura Lemos (PC do B);
José Nelto (PODE);
Lêda Borges (PSDB);
Lucas Vergílio (Solidariedade);
Luís César Bueno (PT);
Luiz Henrique (PDT);
Magda Mofatto (PR);
Marlúcio Pereira (PRB);
Nédio Leite (PSDB);
Nélio Freitas (DEM);
Neto Karfan (PR);
Prof° Walter Paulo (PRTB);
Profª Edna (DC);
Profª Lucélia (PATRI);
Profª Lucimar (PT);
Professor Alcides (PP);
Roberto Balestra (PP);
Rubens Otoni (PT);
Santana Gomes (PDT);
Sérgio Bravo (PROS);
Silveira Alves (PDT);
Tanner de Melo (PRTB);
Tatiana Lemos (PC do B);
Thiago Albernaz (Solidariedade);
Waguinho (MDB);
Wilde Cambão (PSD);
Wilder Morais (DEM);
Wilson Fonseca (PROS);
Zacharias Calil (DEM);

Fonte: Mais Goiás/ Jornal Águas Lindas

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