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Jovem cria projeto que já plantou 23 hortas orgânicas em instituições públicas de Goiânia

O G1 aproveita o aniversário de 85 anos da capital para contar a história de moradores que desenvolvem projetos em busca de melhorar a vida dos goianienses.

Grupo é composto por 300 voluntários e já plantou 23 hortas na capital em um período de dois anos, em Goiânia, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/ Jordana Mendonça



Goiânia completa 85 anos com quase 1,5 milhão de habitantes. Entre eles há muitos que se dedicam a ajudar o próximo e a transformar a capital goiana em um lugar melhor para se viver. A servidora pública Jordana Mendonça, de 29 anos, é uma dessas pessoas. Ela fundou um grupo que já plantou 23 hortas em praças, escolas e centros de atendimento social. O projeto vai além de incentivar a alimentação saudável e propõe a capacitação dos cuidadores para que tenham uma opção de trabalho.

“Nosso objetivo é conectar as pessoas à agricultura por meio de hortas urbanas. A horta vai além de alimentação. Propõe a integração de pessoas, percepção da cidade, oportunidade de extensão de ensino”, disse a jovem.

O G1 publica, a partir do aniversário de Goiânia, a série de reportagens "Você faz a diferença", sobre pessoas e projetos que fazem da capital um lugar melhor.

Formada em direito, Jordana se engajou no trabalho com alimentação orgânica ao fazer o mestrado em segurança alimentar. Em 2016, ela criou um grupo em uma rede social para compartilhar informações sobre o tema e teve a ideia de plantar hortas, sem custo.

Doze pessoas se prontificaram a participar do projeto. Foi quando surgiu a Organização Não Governamental É Com Amor, que atualmente conta com 300 voluntários. Eles arrecadam os materiais e desenvolvem ações antes e depois do plantio.

“A gente visita o local, explica o que vai ser feito, porque vai ser feito, como é uma horta agroecológica sem uso de adubo químico e agrotóxico, faz um levantamento técnico, um desenho do local”, enumera Jordana.

Mobilização
Jordana afirma que cada horta atende a uma demanda específica do local em que ela será instalada, pois pode conter mais plantas medicinais ou hortaliças, por exemplo. O objeto do grupo é envolver a comunidade no processo para que haja o engajamento.

“Fazemos o mutirão de implementação e, dois meses depois, o de manutenção. Queremos fazer com que as pessoas se sintam parte do projeto e deem continuidade. Não tem como ter sucesso se a comunidade não se sentir pertencente”, aponta a voluntária.

Jordana explica que, como a demanda pelo plantio de hortas é alta, nem sempre pode ajudar diretamente. No entanto, quando isto não é possível, a ONG auxilia com orientações e o fornecimento de material explicativo. Os interessados em participar do projeto podem entrar em contato pelo perfil da ONG É Com Amor no Instagram.

Praças
Inicialmente, o grupo plantou hortas em duas praças, mas decidiu focar o trabalho em instituições públicas, como escolas e centros de atendimento psicossocial, justamente por haver um engajamento intenso nestas instituições.

Uma das praças em que houve o mutirão fica no Setor Jardim América, onde moradores já se dedicavam a cuidar do espaço. Há pés de alfavaca, mandioca, jabuticaba, limão, acerola e pequi.

Cinco pessoas fazem a manutenção do local diariamente: regam, adubam, recolhem o lixo e até capinam a horta. Entre elas está o aposentado Ademar Belo, de 68 anos, que mora na região há 50 anos.

“A gente quer ver a cidade bonita, além de ser utilitária para todos. A pessoa quer fazer um chá, vem aqui e busca, a gente planta para o bem de todos”, diz o morador.
A comunidade afirma que, apesar de todo o cuidado, a praça precisa de uma quadra para as crianças brincarem. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informou que enviará uma equipe ao local a fim de fazer um estudo e levantamento de dados para análise da proposta de revitalização do espaço.

Áreas verdes
Goiânia conta com cerca de 1 mil praças, segundo a Comurg. Além disso, as áreas verdes somam quase 19 milhões de metros quadrados.

A capital também é a cidade mais arborizada do país entre as que têm mais de 1 milhão de habitantes. Os dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2012, dão conta de que 89,5% das casas têm árvores em volta dos quarteirões, em calçadas ou canteiros.

O último levantamento da Agência Municipal do Meio Ambiente, realizado em 2007, apontou que a capital tem 950 mil árvores de 328 espécies.

Fonte: G1/ Jornal Águas Lindas

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