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Meninos de Anápolis fabricam bonecas para doar para crianças da África’


Ação confecciona bonecas em quatro tons de cor de pele para promover interação cultural em comunidades africanas. Objetivo é fazer 1,5 mil até o fim do ano.
Bonecas de pano prontas para doação, em Anápolis — Foto: Divulgação/Betty Agi



studantes de escolas municipais de Anápolis, a 55 km de Goiânia, promovem um mutirão para confeccionar bonecas de pano, que serão distribuídas para crianças da África. A meta do mutirão é confeccionar 1.500 bonecas até o fim deste ano. As atividades são realizadas junto à ONG Compaixão.

A ação é do projeto Kiloma, que promove educação sexual e conhecimento sobre os direitos da criança e do adolescente. O objetivo é focar na representatividade, por meio de bonecas produzidas com quatro tons de pele, promovendo assim uma interação cultural.

A idealizadora do projeto, Betty Agi, conta da satisfação de unir a comunidade albina, que sofre preconceito e perseguição em algumas culturas locais da África, com a comunidade negra.

"Tem sido maravilhoso. É o que eu quero fazer pro resto da vida, poder fazer parte da história dessas meninas, ajudando não só no de direito de brincar, mas também em dar a elas dignidade. É isso que vale a pena”, conta Betty.

A estudante Ana Clara Vilela participa do mutirão e conta da alegria em participar do projeto. "Me sinto bem e feliz em ajudar outras pessoas", diz a estudante.

Já o estudante Nicolas Couto fala da importância de ajudar o próximo e ainda se divertir. "É que às vezes a gente é tão narcisista com a gente mesmo que precisamos dar importância para os outros e até se divertir fazendo isso."

Segundo a idealizadora, a ideia da confecção de bonecas vai além de só fazer um brinquedo. O projeto, além de atender a necessidade e o desejo das crianças em ter uma boneca, tem o intuito de promover a educação sexual e conhecimento do direito da criança e do adolescente.

"A mulher muitas vezes é tratada como objeto, e o projeto quer ensinar as meninas a proteger seu corpo, que ali é o segredo delas. Há casos de meninas que são abusadas dentro da própria casa", conta a idealizadora.

Fonte: G1/ Jornal Águas Lindas

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