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MP-GO pede suspensão do pagamento de bolsa a estudante de medicina que mora em condomínio de luxo e se casou em Las Vegas

Recomendação foi feita à OVG, responsável pelo benefício. Segundo o órgão, subsídio foi suspenso no último dia 22 para que o caso seja apurado.

Caso é apurado pelo Ministério Público Estadual de Goiás. — Foto: Vanessa Martins/ G1



 Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) recomendou a suspensão do pagamento de uma bolsa universitária a uma estudante de medicina de Goiânia que, segundo o órgão, mora em um condomínio de luxo, além de ter se casado em Las Vegas, nos Estados Unidos. Conforme o MP-GO, ela chegou a receber, em 2016, subsídio integral para os estudos em uma faculdade particular.

Em nota à TV Anhanguera, a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), responsável pelo Programa Bolsa Univesitária, informou que o benefício da aluna “foi suspenso temporariamente, no último dia 22, para averiguação das informações recebidas do Ministério Público”. Disse ainda que abriu processo para apurar a denúncia, mas ainda que, até a quarta-feira (28), não havia sido notificada pelo MP-GO.

De acordo com a promotora de Justiça Villis Marra, autora da recomendação feita à OVG, a estudante cursa medicina na Unifan, com mensalidade média de R$ 7 mil. Ela afirma que a bolsista vive um alto padrão de vida e não pode receber o benefício.

“A beneficiária reside em um condomínio de luxo de alto padrão, paga aluguel em uma mansão, no valor de R$ 6 mil, possui veículo, viaja para o exterior, inclusive casando-se em Las Vegas”, afirmou.

O MP-GO informou que tanto a bolsista, quanto o companheiro dela, que é empresário e fazendeiro, foram ouvidos no caso. De acordo com o órgão, eles confirmaram a moradia em um condomínio de luxo, o casamento no exterior, mas disseram que vivem uma crise financeira atualmente.

Diante da situação descoberta, a promotora afirmou que requereu à OVG avaliações periódicas anuais para investigar se os beneficiários continuam ou não dentro dos critérios do Programa Bolsa Universitária.

Investigação
A investigação sobre o suposto pagamento indevido de bolsa universitária foi conduzida pelo Centro de Inteligência do MP-GO. Conforme levantamento, o padrão de vida da aluna é incompatível com os critérios do Programa Bolsa Universitária, que estabelece, segundo a lei, que o beneficiário seja economicamente carente e que a renda bruta familiar não ultrapasse 6 salários mínimos.

Segundo a promotora, a OVG comunicou ao Ministério Público que a estudante recebia bolsa integral em 2016, mas, por não conseguir média igual ou superior a 8, o benefício foi reduzido, em 2017, para a bolsa parcial, no valor de R$ 400.

Atualmente, conforme informou a OVG, o pagamento da bolsa à estudante está temporariamente suspenso.

Programa
O Programa Bolsa Universitária, da OVG, é destinado a estudantes com renda bruta familiar de até seis salários mínimos, para casos de bolsa parcial, ou de até três salários mínimos, para bolsa integral.

Conforme consta no site do projeto, no caso das bolsas parciais, o aluno que obtiver média de até 6,9 no semestre anterior terá direito ao benefício no valor de até R$ 300. Se a média for entre 7 e 8,4, o valor é de até R$ 400. A bolsa é de até R$ 500 reais para quem conseguir, no mínimo, 8,5.

Já a bolsa integral contempla aqueles com renda bruta familiar de até três salários mínimos. Quem for selecionado num primeiro momento para a bolsa parcial poderá, segundo a OVG, participar da seleção para a bolsa integral. Caso atenta aos pré-requisidos, pode ser remanejado.

Fonte: G1/ Jornal Águas Lindas

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