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Para evitar reajuste da tarifa, Hildo do Candango defende a criação de um consórcio para gerir transporte coletivo.

Em entrevista ao Jornal Opção, o prefeito de Águas Lindas e presidente da AMAB declara: 

“Não apenas como prefeito, mas também presidente da AMAB, sei das dificuldades reais da população quanto ao transporte público e um aumento tarifário neste momento trará desemprego a muitos moradores que trabalham no Distrito Federal”.

Transporte coletivo do Entorno atualmente é regulamentado pela 
Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT)




A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) anunciou que
as tarifas de ônibus do Entorno ficarão mais caras a partir do 24 de fevereiro. O reajuste de 5,23% foi publicado nesta sexta-feira, 15, no Diário Oficial da União.

Com o aumento, o valor da passagem de Águas lindas de Goiás para Brasília, por exemplo, passará a custar R$ 7,05. Moradores de Luziânia e do Lago Azul, no Novo Gama, vão ter que desembolsar R$ 7,60 por trecho.

O Jornal Opção buscou ouvir o posicionamento de autoridades da região como o presidente da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (AMAB), Hildo do Candango.

Hildo também é prefeito do município de Águas Lindas de Goiás, uma das cidades mais afetadas com o reajuste tarifário.

Jornal Opção: Prefeito de que forma esse reajuste afetará a população?

HC: “Não apenas como prefeito, mas também presidente da AMAB, sei das dificuldades reais da população quanto ao transporte público e um aumento tarifário neste momento trará desemprego a muitos moradores que trabalham no Distrito Federal”.

Jornal Opção: Qual é a maior dificuldade no transporte semiurbano do entorno?

HC: “Uma das nossas maiores dificuldades é que o transporte hoje é regulamentado pela ANTT, a agência regulamenta o transporte semiurbano do Brasil todo e ela tem um calendário anual de reajuste de tarifas. Porém o transporte opera dentro dos municípios e as gestões não têm gerencia ou autonomia dentro desse transporte semiurbano, ou seja, a questão de tarifas, aumento de passagens, criação de novas linhas, fiscalização desse transporte, tudo fica a cargo da ANTT.”

Jornal Opção: Qual seria a solução para esse problema?

 HC: “A solução seria tirar a gestão do transporte semiurbano do Entorno da ANTT, criando um consórcio que possibilite que os municípios e o próprio GDF participem da regulamentação desse transporte.”

Jornal Opção: Prefeito, algo já foi realizada neste sentido? A agência concorda com essa diretriz?

HC: “Sim, a ANTT inclusive já tem como exemplo os municípios de Timon (MA) e Teresina (PI) onde esse sistema já funciona e muito bem. A princípio nós desenvolvemos um projeto, analisamos o interesse dos demais municípios em participar deste consórcio para um novo sistema de transporte e todos concordaram e assinaram a petição.”

Jornal Opção: Como está o andamento do projeto, tem previsão para que o sistema seja implantado?

HC: “Como todo o transporte do Entorno entra em Brasília há a necessidade de que o GDF fosse um dos principais gestores desse novo transporte. Esse projeto foi apresentado pelos demais prefeitos e pelo presidente da Amab, ao até então governador Rodrigo Rollemberg e ao secretário de Transporte, porém não houve engajamento político nesse sentido. Então o projeto ficou parado, mas não desistimos. Esse é um projeto que pode resolver o problema de transporte da região do Entorno, acreditamos nele. Esperamos que agora, com a mudança de governo, o novo governador junto com o secretário de transporte possa se sensibilizar e possamos tocar esse projeto pra frente.”

Jornal Opção: Quais são os principais benefícios desse novo sistema para a população ?

HC: “Conseguir diminuir as passagens, conseguir integrar o transporte público do DF com a região do Entorno, não apenas os ônibus, mas também o metrô e atrair as empresas para que estas também participem das licitações do transporte da região, criando assim um só sistema, um sistema integrado, mais acessível à região do Entorno.”

Jornal Opção: Quem iria gerir esse novo sistema?

HC: “Os municípios do Entorno junto com o GDF e o estado de Goiás. O mais importante seria os municípios do Entorno junto com o GDF, ou seja, se houvesse a participação do estado de Goiás seria bom para conseguir algum subsídio como vale transporte estudantil ou algo neste sentido, para os jovens do entorno e a população em geral”.

Por fim o presidente da AMAB disse ser contra o reajuste e informou que muitos municípios tem se manifestado quanto ao aumento das passagens, como é o caso de Águas Lindas, que já solicitou audiência com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para avaliar o reajuste levando em consideração que, por exemplo, a tarifa entre Luziânia e Brasília é mais barata que o trecho entre Águas Lindas e Brasília, sendo que o trajeto de Águas Lindas é mais curto. 

Fonte: Jornal Opção   

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Publicado Por Jornal Águas Lindas