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Aulas em escola onde professor foi morto são retomadas 16 dias após o crime

Representantes da escola e da Secretaria de Educação do Estado de Goiás programaram dias de atividades para os estudantes.




Representantes da escola e da Secretaria de Educação do Estado de Goiás programaram dias de atividades para os estudantes

Dezesseis dias após o assassinato do professor e coordenador Júlio César Barroso de Sousa, 41 anos, alunos e professores do Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso (GO), retornaram à unidade de ensino. Na manhã desta quinta-feira (16/5), representantes da escola e da Secretaria de Educação do Estado de Goiás programaram atividades para os estudantes. O cronograma conta com cultos, apresentações de coral e oficinas de arte.

Após o crime, a escola teve a fachada pintada e ganhou uma praça batizada com o nome do professor. O diretor do colégio, Renato Almeida Araldi, ressalta que a expectativa para o retorno às aulas é positiva. "Após o ocorrido, professores e alunos receberam apoio psicólogico", afirma. De acordo com ele, o crime não será esquecido e os profissionais da unidade trabalharão para dar melhor qualidade de educação aos alunos.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), compareceu à escola por volta das 9h. Ele reconheceu a falta de segurança pública para os moradores e comunidade escolar. "Há falta de efetivo de policiais no Estado, mas o governo trabalhará para sanar questões de violência. A partir de agora, queremos uma parceria com pais e professores para montarmos esquema de controle e identificarmos problemas antes que eles aconteçam", diz.

A coordenadora geral da regional de ensino de Educação, Carla Moreno, afirma que, após o crime, a pasta enviou equipes de psicólogos, terapeutas e assistentes sociais para acolher os alunos. "Precisamos identificar qual sentimento deles em relação à escola. Hoje, vamos trabalhar várias oficinas com eles, para que consigam colocar para fora o que pensam", explica. Sobre os dias de aulas perdidos, Carla garante que a escola está mobilizada para encontrar a melhor forma de reposição.

Para os alunos, a pequena reforma na escola foi positiva, no entanto, eles reclamam sobre a situação da unidade. "Não podemos esperar acontecer alguma tragédia para pensarmos em melhorias. Ainda tem muito a ser consertado", lamenta uma estudante de 17 anos. De acordo com ela, a própria cidade traz problemas aos alunos. "Vivemos em um lugar muito violento, com falta de iluminação e com insegurança", reclama.
O caso
O professor Júlio César foi morto a tiros dentro da escola por um estudante de 17 anos. Uma discussão na sala entre o adolescente e uma professora teria motivado o crime. Em 30 de abril, durante a manhã, o suspeito teria ameaçado a educadora e Júlio. Ele interveio explicando que iria transferir o aluno da instituição. Irritado, o jovem o ameaçou. Por volta das 15h, o acusado voltou à escola e, armado, atirou contra a vítima. 

Júlio foi velado em 2 de maio na Capela Divino Espírito Santo, em Santa Maria e sepultado no mesmo dia, no Cemitério de Brazlândia. Cerca de 200 pessoas, entre amigos, familiares e colegas de trabalho, se reuniram para se despedir do professor. A cerimônia foi marcada por dor e revolta.

Fonte: CB

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