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Assassino fazia vídeos de adolescente estuprada e morta em Cristalina (GO)

Rapaz que estuprou e matou vizinha de 15 anos em um povoado de Cristalina (GO) alegou que cometeu os crimes porque ela se recusava a namorá-lo. Ele, que ameaçou e agrediu o pai da vítima, fazia vídeos da rotina da garota





O adolescente de 17 anos acusado de abusar sexualmente e matar a facadas Amanda dos Santos Silva, 15, em um povoado de Cristalina (GO), no Entorno do Distrito Federal, sexta-feira, será transferido nesta quinta-feira (8/8) para o Centro de Atendimento Socioeducativo de Goiânia. Ele responderá pelos atos infracionais análogos aos crimes de feminicídio e estupro. Poderá ficar apreendido por até três anos.

Nascida no interior do Maranhão, Amanda vivia sob ameaças havia ao menos uma semana, de acordo com parentes e amigos. Na última investida do algoz, em 29 de julho, quatro dias antes de ser morta, a menina de 1,50m e 42 quilos se escondeu sob lençóis e roupas. O rapaz invadiu a casa dela no início da tarde. Ele agrediu o pai da menina, o cadeirante Francisco Alves Leitão da Silva, 37.

Como o acusado não viu Amanda, ela fugiu. Enquanto isso, o pai foi derrubado. Não sofreu escoriações. “A minha prima ligou desesperada. A voz estava baixa, um sussurro. Perguntei o que estava acontecendo. Ela disse que aquele homem tinha invadido a casa dela, derrubado o meu tio da cadeira e feito ameaças de morte aos dois. Saí com o meu marido e um cunhado para a residência deles”, contou a estudante Elisa Moura, 17.

As agressões ocorreram no povoado de Marajó, a cerca de 70km do Plano Piloto e a mais de 50km do centro de Cristalina. Vítima e agressor moravam no mesmo lote. Amanda e o pai dividiam uma quitinete nos fundos da casa ocupada pelo agressor, o pai dele e dois colegas de trabalho do adolescente há três meses. O quarteto trabalhava em plantações de eucalipto da região.

“Quando chegamos, nós vimos o rapaz em cima do Francisco. Ele estava bêbado e completamente descontrolado. Disse que amava minha prima, que ela seria dele, nem que tivesse de cortar a garganta dela e a do meu tio”, lembra Elisa. Ela, o marido e o cunhado detiveram o suspeito, que teve de ser amarrado. O trio chamou o pastor da igreja da vítima.

O povoado não conta com posto policial. Apenas uma equipe do Batalhão da Polícia Militar em Cristalina faz rondas esporádicas no lugarejo. No entanto, ninguém registrou ocorrência por agressão. Eles se deram por satisfeitos com um pedido de desculpas do adolescente.

“Ela (Amanda) não tinha noção do perigo. Infelizmente, é algo que parece ter se tornado comum, mas não deveria. Minha prima achou que podia contornar a situação, mas correu o risco e teve a vida tirada pelas mãos desse assassino cruel”, comenta Elisa.

Socorro

O vizinho abordou Amanda pela última vez quando ela chegava do colégio estadual onde cursava o 1º ano do ensino médio, por volta das 13h de sexta-feira. Com a faca no pescoço, a vítima foi obrigada a entrar na casa do rapaz. Francisco aguardava pela filha quando escutou os gritos de socorro dela, assim como outros moradores do lote. Todos correram para a casa do adolescente.

“Os gritos eram muito altos, ela estava completamente apavorada. Quando cheguei, o pai da Amanda já estava lá, desesperado. Gritei: ‘Amanda, Amanda?’, mas aí, não escutei mais a voz dela. Comecei a empurrar a porta com o meu irmão, mas o homem tinha colocado a geladeira para impedir a entrada”, relata uma testemunha, que pediu para ter o nome preservado.

Francisco diz que o adolescente debochou dele. “Ele disse que não adiantava o que eu fizesse, que ele ia rasgar a minha filha. Quando não escutamos mais a voz dela, aquele homem teve a frieza em dizer: ‘Aqui já era, meti a faca nela todinha’”, recorda o pai. Poucos minutos depois, a testemunha e o irmão dele arrombaram a porta.

“Ele estava com o facão na mão, cheio de sangue. Entrei em luta corporal com ele e consegui dominá-lo. Só que eu estava quase sem força, pelo esforço de abrir a porta, por ter visto a Amanda morta daquele jeito e pela quantidade de sangue. Ele aproveitou o momento e correu. O alcançamos ainda no portão e, para que não houvesse uma nova fuga, o amarramos até a chegada da polícia”, conta a testemunha.

Policiais militares apreenderam o rapaz e a arma usada no crime. Materiais usados pelo jovem para montar uma espécie de ‘altar’ também foram recolhidos. Ele usou um quadro com a foto de Amanda ainda criança, velas, uma garrafinha de cachaça, uma nota de R$ 5 e uma caneta. O assassino conseguiu a fotografia ao arrombar um quarto na área externa do lote, onde Francisco havia guardado pertences que não cabiam na quitinete.
Confissão
O adolescente confessou o crime na delegacia. Ele contou aos agentes que ingeriu bebida alcoólica e um comprimido de Rohypnol — remédio controlado. Ele obrigou Amanda a tomar outro comprimido antes de estuprá-la. Afirmou ter atacado a vítima por ela se recusar a namorá-lo.

Também na delegacia, familiares relataram que o adolescente pediu Amanda em namoro duas vezes. “Ela disse que não estava preparada para entrar em um relacionamento, pois era nova e tinha que focar nos estudos. Minha prima era muito compreensiva e com ele não foi diferente. Mesmo com as explicações, ele não desistia”, salienta Elisa Moura.

O adolescente passou a se esconder em janelas de casa para fotografar e filmar Amanda. Os vídeos estavam no celular dele. Em uma carta de suicídio, o rapaz deixou a senha do aparelho telefônico e um pedido para quem encontrasse o texto: “Abre (sic) e vê o que eu tenho da minha amada”.

Fonte: CB

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