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GDF firma contrato com BNDES para privatização da CEB

Banco será responsável por executar e coordenar a produção de estudos técnicos. Ainda não há prazo para quando privatização começa





O Governo do Distrito Federal deu o primeiro passo para a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB), na manhã desta terça-feira (13/8), ao assinar um contrato de prestação de serviços com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é a estruturação do projeto de alienação à iniciativa privada do controle societário da CEB Distribuição.


A CEB Holding manterá o controle de 49% de participação e o banco será responsável por executar e coordenar a produção de estudos, contratar serviços técnicos necessários, e informar à CEB Holding sobre procedimentos necessários. A CEB deverá informar dados, materiais, esclarecimentos, acessos e autorizações ao BNDES.

Segundo a organização, a reestruturação poderá ser feita por emissão de títulos de dívida, conforme recomendação do banco. O contrato tem prazo de 39 meses a partir desta terça. O governador Ibaneis Rocha celebrou o contrato. “O país como um todo não possui condições financeiras de arcar com as necessidades da sua população e elas cada vez aumentam mais em virtude do empobrecimento do país”, destacou.

O chefe do Buriti enfatizou que, a partir das privatizações, terá mais liberdade para dar atenção às questões sociais. “Eu preciso construir hospitais, escolas, creches, ampliar o metrô, dar transporte público de qualidade, preciso de cultura, fornecer turismo e de onde vamos tirar esse dinheiro?”, questionou. “Todo mundo esquece que não existe mais cobertor. Nós estamos vivendo de um guardanapo que está amassado porque já foi usado diversas vezes por pessoas que não souberam honrar o dinheiro dos impostos financeiros.”
 
Ainda não há, no entanto, prazos para quando a privatização de fato comece, mas a expectativa é de que, no caso da CEB, ela se concretize até o ano que vem. A recomendação é de que não haja demissões em massa, como afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico Ruy Coutinho. “Os grupos que assumirem essas empresas obviamente farão análise bastante cuidadosa do quadro de funcionários sem agredir a legislação trabalhista, nem a vida de cada um dos seus empregados.”
Rodoviária
Para Ruy Coutinho, Brasília saiu na frente e este é o primeiro passo para processos semelhantes em outras empresas. "Estamos hoje decolando o processo de privatização de várias empresas do GDF. Estamos começando com a CEB, vamos para o segundo passo que é a CAESB, depois o Metrô e outras coisas além dessas três como uma eventual concessão da estação rodoviária que é um equipamento urbano que está em absoluto estado de decrepitude", criticou. "Acho muito importante que seja transferido para a iniciativa privada. Desde que eu me entendo por gente, a rodoviária está sempre reformada e nunca está reformada."

O secretário defende a redefinição como fundamental. "O intervencionismo estatal tornou-se excessivo e praticamente inviável. Não há mais nenhuma razão para que empresas que não tenham nenhuma ligação com atividades típicas do Estado, permaneçam sob controle estatal”, disse.

Fonte: CB

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