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Para polícia, jovem que matou coordenador de escola premeditou o crime

A Polícia Civil de Goiás acredita que o aluno de 18 anos suspeito de matar o coordenador da escola a golpe de faca tenha premeditado o crime. O jovem está foragido desde o início da tarde desta sexta-feira (30/8), após assassinar o professor Bruno Pires de Oliveira, 41 anos. Anderson da Silva Leite Monteiro usou um facão de cozinha para cometer o assassinato. O crime ocorreu por volta de 12h15.




Testemunhas contaram à polícia que o aluno fazia parte do programa Mais Educação, voltado a prática de esportes a estudantes do 6º e 7º ano. Como ele estava em série avançada, teria recebido a informação de que seria desvinculado do projeto. "Ele então saiu da aula mais cedo, por volta das 11h55, apresentando um comportamento atípico. Voltou cerca de 10 minutos depois, encontrou o professor pegando a moto para ir embora, e deu o golpe de faca", contou o delegado-plantonista da 1DP, Rodrigo Mendes.


Depois de atacar o professor, Anderson fugiu a pé. A vítima ainda conseguiu entrar de volta na escola, caminhou até a sala dos professores e contou a colega o que tinha acontecido. "Ele avisou que foi o Anderson 'grandão' que havia dado a facada. O apelido era como o aluno era conhecido. Uma professora ainda não acreditou e foi até lá fora conferir, mas o suspeito já havia fugido", explicou o investigador.

Para o delegado, o suspeito levou a faca para a escola e teria a escondido nas imediações do colégio. "Devido ao curto intervalo de tempo entre a saída do suspeito da aula e o acontecido, não daria para ele ir em casa e voltar", disse.

O caso é investigado como homicídio qualificado por motivo fútil. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão. O caso seguirá para o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).

Professor socorrido 

Colegas de Bruno o socorreram e levaram até uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele recebeu os primeiros socorros e foi levado ao Hospital Municipal de Águas Lindas, mas morreu por volta das 14h.

Bruno trabalhava há um ano no Colégio Estadual Machado de Assis em contrato temporário. Ele era coordenador da escola e morava em Águas Lindas (GO).

De acordo com o delegdo Rodrigo, professores relataram que o aluno era tranquilo e nunca teve comportamento alterado. "Ele não era um dos melhores estudantes, mas nunca foi agressivo. Os professores acreditam que ele tenha tido um surto psicótico", destacou.

O investigador ainda detalhou que não houve confirmação oficial se o aluno seria ou não desligado do projeto. O delegado também não sabe o motivo pelo qual a vítima foi escolhida. "Efetivamente ele não tinha sido desligado do programa e o professor Bruno não era o responsável pelo projeto. Não era ele que teria a competência por fazer isso. Por isso ainda não entendemos porque ele se tornou a vítima", esclareceu.

Segundo Rodrigo, foram os próprios alunos da sala de Anderson que contaram o motivo pelo crime. " Uma professora indagou a turma e os outros estudantes disseram que ele saiu nervoso, porque soube que seria desligado do projeto", ressaltou.

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