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Após morte de coordenador em escola, professores de Goiás saem em caminhada para Brasília em ato por mais segurança

Eles querem entregar uma carta ao presidente da Câmara dos Deputados cobrando a criação de um estatuto que garanta segurança aos profissionais da Educação. Um aluno confessou que matou Bruno Pires de Oliveira, de 41 anos, em Águas Lindas de Goiás .







Cinco dias após a morte do coordenador de uma escola de Água Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, professores saíram em caminhada rumo a Brasília. Eles querem entregar uma carta aberta ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrando a criação de um estatuto que garanta segurança aos profissionais da educação.

Bruno Pires de Oliveira, de 41 anos, foi morto na última sexta-feira (30). Um aluno de 18 anos foi preso dois dias depois e confessou ter dado a facada que matou o coordenador da escola.

Os professores saíram em caminhada às 18h de terça-feira (3). Eles vão seguir um percurso de 52 km até chegar no Congresso Nacional. A previsão é que eles cheguem ao destino na tarde desta quarta-feira (4). O professor Francisco Martins explica que eles querem a criação de uma lei que garanta e restabeleça o respeito aos profissionais da Educação.

“Somos pessoas sérias que querem transformar a educação no Brasil e fazer com que a educação seja, de fato, uma educação onde o ambiente seja de paz, segurança e transformador”, afirma o professor.

Eliana Morais, que é professora há 21 anos, em Goiás, conta que já enfrentou muitas situações difíceis e, de acordo com ela, quem trabalha com Educação destaca que o caso de Bruno não é pontual.

“Uma vez um pai foi na escola para pegar um aluno nosso que tinha batido no filho dele, quando eu vi ele já estava com o aluno na mão, querendo esmurrá-lo. Eu entrei na frente para não deixa, e o murro foi para mim”, contou.

Segundo o professor Renato da Silva, o esforço de caminhar até a capital do Distrito Federal vai valer a pena. “É um sacrifício mas vai ser válido. O objetivo tem que ser alcançado. E se o pessoal cansar, a gente vai parar, vai descansar um pouco, fazer um alongamento, mas colocando Deus na frente, a gente vai atingir nosso objetivo”, disse.

Morte de coordenador

A caminhada foi motivada após a morte do professor e coordenador escolar Bruno Pires de Oliveira, de 41 anos. Ele foi morto com uma facada na barriga dentro do colégio, no Entorno do Distrito federal, na sexta-feira (30). O suspeito foi preso no dia seguinte ao crime, em Nova Roma, a 255 km do local do crime. Ele está, segundo a polícia, em um presídio de Valparaíso de Goiás após ter confessado o crime.

No dia (31), apenas algumas horas após o crime, pais, alunos e colegas protestaram em frente ao Colégio Estadual Machado de Assis, em Águas Lindas de Goiás. Eles pediram por justiça com cartazes e velas em homenagem ao educador.

Outro protesto ocorreu na segunda-feira (2). A professora e namorada do coordenador Gracielle Tavares participou do ato, que ocorreu em frente à unidade escolar onde Bruno atuava. Gracielle, que também trabalha no colégio, falou do amor que o namorado sempre teve pela Educação.

Fonte: G1

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