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Deputado distrital, membro da CPI do Feminicídio, é proibido de se aproximar da ex-mulher

Medida protetiva contra Hermeto (MDB) vale desde terça-feira (29); assessoria do parlamentar disse que acusações são 'infundadas e caluniosas'. Vítima fala em 'violência psicológica e moral'.

Deputado distrital Hermeto (MDB) — Foto: TV Globo/Reprodução




A Justiça do Distrito Federal concedeu medida protetiva que proíbe o deputado distrital Hermeto (MDB) de se aproximar da ex-mulher, a advogada Vanusa Lopes. A decisão vale desde terça-feira (29) e impede também qualquer tipo de comunicação do político com a vítima.

O parlamentar, que também é policial militar, foi nomeado nesta quinta (31) com membro titular da CPI do Feminicídio. Ele não quis gravar entrevista, mas a assessoria comentou o caso (veja abaixo). A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é composta por cinco deputados, sendo duas mulheres e três homens.

Pela decisão, baseada na Lei Maria da Penha, o distrital não pode se aproximar a menos de 300 metros da ex-companheira. No texto, o juiz Marcelo Sobrinho cita a necessidade de intervenção do Estado no caso, "com fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida".

Em entrevista à TV Globo, Vanusa afirmou que, desde o início do casamento, sofre "algum tipo de violência" do deputado. "A partir do momento que a gente começa a se debruçar sobre o tema violência doméstica, você percebe que você passou a vida toda sob violência, seja física, financeira, patrimonial, moral ou psicológica".

Por meio da assessoria, o deputado Hermeto disse que as acusações são "infundadas e caluniosas" e que a ex-mulher estaria agindo dessa maneira depois dele ter pedido o divórcio, em setembro deste ano. A Delegacia da Mulher (Deam), em Brasília, investiga o caso.

Quem é o deputado

Hermeto é policial militar de carreira. Sob a bandeira da segurança pública, ele se elegeu com 11.552 votos. O político entrou na Câmara pelo PHS, mas mudou para o MDB em fevereiro a convite do governador Ibaneis Rocha, do mesmo partido.

CPI do Feminicídio

A CPI foi instaurada nesta quinta-feira (31), na Câmara Legislativa (CLDF), para investigar feminicídios ocorridos na capital. Até esta sexta (1º), eram 27 casos registrados. A previsão é que os trabalhos comecem em 5 de novembro.

A abertura da comissão ocorre dois dias após um grupo de mulheres organizar uma manifestação no plenário da Casa e 51 dias depois da apresentação do requerimento de abertura da comissão. O pedido contou com a assinatura de 21 dos 24 deputados distritais.



Os trabalhos terão duração de 180 dias – até abril de 2020 – prorrogáveis por igual período. Cinco parlamentares vão compor o grupo. Veja abaixo:

Membros titulares:

Arlete Sampaio (PT)
Cláudio Abrantes (PDT)
Fábio Felix (Psol)
Hermeto (MDB)
Telma Rufino (Pros)

Suplentes:

Martins Machado (PRB)
Chico Vigilante (PT)
Leandro Grass (Rede)
Eduardo Pedrosa (PTC)
Roosevelt Vilela (PSB)

O pedido para criação da CPI foi apresentado pelos distritais Arlete Sampaio (PT) e Fábio Felix (Psol), membros da oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB).

Segundo o requerimento, a comissão tem o objetivo de enfrentar de "forma eficaz o aumento de feminicídios no DF e identificar falhas nas políticas públicas de prevenção e acolhimento às mulheres".

Para Arlete Sampaio (PT), a proposta é "formular políticas públicas capazes de deter essa onda [de assassinatos]". Ao fim do prazo, um relatório pretende apontar medidas que deem mais segurança às mulheres.

"É mais do que necessário discutir o papel do homem e o da mulher na sociedade. Temos que apontar ao Poder Executivo que medidas devem ser tomadas para evitar a morte de mais mulheres."

Fonte: G1

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