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Quer começar 2020 com o pé direito e com as contas no azul? Confira as dicas.

Especialistas destacam que o controle de gastos exige fórmulas tradicionais, como registrar, analisar e comparar a fonte das receitas e o destino do dinheiro periodicamente


A maquiadora e empresária Rhany Holanda recorrerá a vídeos no YouTube e planilhas para equilibrar as finanças: início da organização. (foto: Jéssica Eufrásio/CB/D.A Press)




Passar réveillon com dívidas não é a melhor forma de iniciar o ano com o pé direito, especialmente porque, em breve, novas cobranças chegarão. Para muita gente, o 13º salário e a liberação de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para saque ajudaram a sair do vermelho em 2019. No entanto, quem continua endividado terá de analisar como abrir mão de gastos supérfluos, negociar com credores e até recorrer à reserva de emergência para quitar as contas em atraso.

Especialistas destacam que o controle de gastos exige fórmulas tradicionais, como registrar, analisar e comparar a fonte das receitas e o destino do dinheiro periodicamente. Contudo, nem todo modelo é válido, pois é preciso avaliar as variáveis por trás de cada dívida. Serviços de auxílio oferecidos por planejadores financeiros e aulas gratuitas sobre o assunto pela internet têm ficado cada vez mais populares. Além disso, bancos e aplicativos que oferecem aos consumidores meios de controlar o orçamento doméstico e serviços financeiros sem cobrança de taxas também se tornaram acessíveis.

A partir deste ano, algumas dessas opções passarão a fazer parte da vida da empresária e maquiadora Rhany Holanda, 32 anos. Em setembro de 2019, ela viu, pela primeira vez, a empresa de festas infantis que administra há 10 anos chegar a um patamar preocupante. “Foi o nosso pior ano. O movimento caiu muito. A desculpa de todos que ligavam e pediam descontos era a crise”, lamenta. Com o marido desempregado e sem o retorno financeiro esperado, a moradora do Guará viu as faturas de casa se acumularem. “Recebo semanalmente. Se alugarem uma cama elástica neste fim de semana, por exemplo, eu consigo pagar uma conta”, afirma.

Uma das alternativas de Rhany para complementar a renda foi investir em um curso de maquiagem. A demanda por esse tipo de serviço, porém, não está boa, segundo ela. “As pessoas ainda não me conhecem, e o movimento foi muito pequeno em 2019”, diz. A empresária, que precisou zerar as economias para saldar débitos e colocar os dois filhos na escola pública, passou a recorrer a aulas no YouTube para aprender a se planejar. “Sou uma gastadora de primeira. Mas tomei um susto com tudo e vi que as coisas estavam ficando bem difíceis. Eu não anotava nada. Agora, estou começando a me organizar”, garante.

Após cinco anos de aperto, o advogado Leonardo Conte livrou-se de todas as contas em atraso: planejamento e alívio financeiro. (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)


Cautela

Apesar da ligeira melhora do cenário econômico do país e do otimismo, especialistas recomendam parcimônia e pés no chão na hora de investir e de gastar. Para quem está pendurado, Cesar Caselani, professor de finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), recomenda pensar bastante antes de contrair novas dívidas. “Às vezes, o otimismo exacerbado com a economia faz com que as pessoas exagerem na projeção e acabem se descontrolando nos gastos”, observa.

Para quem estiver disposto a aumentar o patrimônio, as recomendações de Cesar são: guardar dinheiro, registrar gastos e evitar ficar em deficit. “Vamos ser racionais no uso do dinheiro. Se (o consumidor) adotar essa postura, tem muito mais condições de passar por esse quadro de fraco crescimento e do desemprego alto — bastante perigoso — de forma tranquila e evita entrar no buraco do endividamento. O dinheiro que você ganha será mais precioso hoje, pois não consegue rentabilizá-lo da mesma forma que fazia no passado, pois os juros caíram muito”, alerta Caselani.


» As cinco principais metas para o ano


  • 49% dos brasileiros querem juntar dinheiro em 2020
  • 30% desejam fazer uma viagem
  • 28% pretendem comprar ou reformar a casa
  • 27% querem tirar as finanças do vermelho
  • 26,2% almejam adquirir bens eletrônicos, eletrodomésticos e móveis


Fonte: CB




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