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URGENTE! Governador Caiado decreta emergência de saúde pública contra o novo coronavírus em Goiás

Ao confirmar três primeiros casos de Covid-19 em Goiás, governador Ronaldo Caiado (DEM) afirma que medida aumenta capacidade de resposta rápida se houver aumento da demanda de atendimento





Goiás confirmou na tarde de hoje seus primeiros casos de pacientes do Covid-19. O contágio pelo novo coronavírus de três mulheres, duas em Goiânia e uma em Rio Verde que estiveram na Itália, Espanha e Estados Unidos, significa que devemos entrar em pânico? Não.

No momento em que divulgou a confirmação dos três casos da doença no Estado, o governador Ronaldo Caiado (DEM) resolveu decretar estado de emergência em saúde pública. De acordo com o chefe do Executivo, a medida não veio por conta das três pacientes do Covid-19 em Goiás, mas para ampliar a capacidade de estruturar a rede de saúde estadual em caso de necessidade de leitos e medicamentos.

É preciso tratar o novo coronavírus (Sars-Cov-2), que causa a doença Covid-19, com a devida seriedade. As pessoas têm de ouvir as autoridades públicas da área de saúde e profissionais da medicina e outras atividades hospitalares e sanitárias. Mas faz-se mais do que urgente evitar o pânico. O que fazer?

Medida acertada

Justamente por isso é acertada a medida do governo de Goiás em decretar estado de emergência em saúde pública no Estado. Mesmo com apenas três casos confirmados hoje, o pico de crescimento de pacientes diagnosticados em cidades goianas deve ocorrer nos próximos dez a 15 dias. O aumento de casos de Covid-19 no território de Goiás é inevitável.

Com o estado de emergência, o nível 1 no Plano de Contingência ganha um reforço na agilidade para compra de medicamentos, equipamentos clínicos e aumentar os gastos com saúde voltados para a atenção aos casos suspeitos e pacientes com sintomas manifestados – tosse, febre e espirro.

Se não fosse decretada a medida pelo governador, Goiás precisaria cumprir a Lei de Licitações [Lei Federal número 8.666, de 21 de junho de 1993]. Isso adiaria a aquisição do que for necessário no trabalho de prevenção e tratamento do Covid-19 no Estado.

Vacinas contra gripe e sarampo

Outra medida, esta do governo federal, que ajudará a reduzir o número de casos suspeitos de outras doenças respiratórias, é a antecipação do início da campanha de vacinação contra a gripe para o dia 23 de março. Vale destacar que, apesar dos esforços de diversos países para desenvolver uma vacina contra o Sar-Cov-2, não há uma prevenção medicamentosa contra o novo coronavírus.

Mas a vacina contra alguns tipos de Influenza e o H1N1 ajuda a proteger uma parcela considerável da população e evitar que o novo coronavírus contamine pessoas com baixa imunidade por debilidade causada por outras doenças respiratórias.

É importante lembrar também que a campanha de vacinação contra o sarampo, doença que chegou a ficar mais de duas décadas sem registro de casos, vai até amanhã nos postos de saúde. Sem contar que não podemos nos descuidar com os possíveis criadouros do mosquito da dengue em casa. Até o dia 20 de fevereiro, Goiás tinha mais de 5 mil casos da doença confirmada em seu tipo mais grave, o 2.

Rede hospitalar

Caiado anunciou hoje que os atendimentos dos casos de Covid-19, que estão concentrados no Hospital de Doenças Tropicais (HDT), ganharão o reforço do Hospital do Servidor Público, que está pronto em sua estrutura física e deve ser inaugurado em breve. Sem esquecer que a recomendação para casos confirmados que não necessitam de internação é o isolamento domiciliar, como ocorre com as três mulheres que contraíram a doença em Goiás.

Em entrevista ao Jornal Opção, a superintendente em Vigilância de Saúde (Suvisa), Flúvia Amorim, da Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou no dia 1º de março que os médicos e demais profissionais foram capacitados e treinados pela Suvisa em fevereiro. “A partir do momento em que tivermos o primeiro caso confirmado até 100 casos, aumentamos o atendimento em cinco hospitais, inclusive no interior, para serem referência, fazer coleta e receber os pacientes.”

Flúvia continua: “Nível três, que vai de 100 a 500 casos, aumentamos para 14 hospitais. Vamos aumentando à medida que o número de casos aumentarem. São hospitais que já foram chamados para se preparar. Capacitamos médicos, enfermeiros e outros profissionais na semana anterior ao carnaval no Conselho Regional de Medicina”.

Experiência da Base Aérea

A primeira quarentena realizada no Brasil, que ocorreu na Base Aérea de Anápolis com um grupo de 58 repatriados da China, serviu para adquirir conhecimento e capacitação no acompanhamento e prevenção para casos do novo coronavírus em Goiás. O treinamento, troca de experiência e agilidade nos exames do Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen) vieram com o trabalho realizado em Anápolis.

Sem o estado de emergência em saúde pública, não seria possível disponibilizar 220 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes do Covid-19 que venham a precisar de internação hospitalar. Além disso, a experiência do Lacen na Base Aérea garante a rapidez nas confirmações, sem a demora do envio de material coletado dos casos suspeitos para outros Estados.

Outras medidas definidas pelo governo ajudam na prevenção, como a quarentena imediata de 14 dias para passageiros que vierem de outros países com casos confirmados da doença e o escalonamento dos horários de entrada dos servidores públicos, inclusive aqueles que dependem do transporte público para chegar ao trabalho.

Outras medidas

O governador informou que as ambulâncias usadas no atendimento terão ciclo fechado de respiração para atender demandas das mais diversas no quadro clínico do paciente que precisar ser transferido em decorrência da Covid-19. Caiado destacou que todas as informações sobre o novo coronavírus estarão disponíveis no Centro de Operações de Emergência.

Em presídios, visitantes serão orientados a reduzir as idas às unidades para reduzir a aglomeração de pessoas. Não só em Goiânia, mas em outras cidades do Brasil e do mundo, eventos para grandes públicos têm sido cancelados ou adiados para evitar o aumento de casos de contágio. Prudência e atenção às orientações dos profissionais são dicas importantes para evitar o pânico.

Orientações básicas

As orientações seguem as mesmas de antes em qualquer propagação de doenças respiratórias: lavar as mãos a cada duas horas com água e sabão e evitar coçar olhos, boca e nariz. No caso de não ter como higienizar as mãos com água corrente e sabonete, utilize álcool em gel 70% até a próxima lavagem.

Em caso de tosse ou espirro, tampe a boca e nariz com a blusa ou camiseta. Se você espirrar nas mãos ou cotovelos, lave com água e sabão, com atenção às unhas, palmas e costas das mãos, pulsos e dedos. Os profissionais de saúde recomendam que os cuidados de higiene sejam os mesmos que tivemos em outras epidemias e pandemias, como H1N1, Sars, Mers, Influenza que causam doenças respiratórias.

Para as pessoas que manifestarem sintomas de febre, espirro e tosse, recomenda-se o uso de máscara para evitar a propagação das gotículas contaminadas de saliva. De nada adianta uma pessoa sem sintomas manifestos colocar uma máscara e coçar o olho, a boca ou o nariz com a mão que não está devidamente lavada.

Com informações do Jornal Opção 

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