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Queda no isolamento social pode exigir 11 mil leitos de hospital e causar mais de 1 mil mortes até junho, aponta estudo da UFG

Só de UTI seriam necessários quase 400 vagas. Atualmente, índice no estado está abaixo de 40%.




Um estudo da Universidade Federal de Goiás apontou que caso o isolamento social diminua em Goiás, será necessário ter mais de 11 mil leitos, sendo quase 400 de UTI até o fim de junho no estado para atender as pessoas com coronavírus. A pesquisa estima que, nesse período, 1.151 podem morrer. Atualmente, o índice de isolamento no estado está abaixo de 40%.

Foram analisados dois cenários, um com um bom nível de isolamento social e o outro, com baixo índice. Na primeira hipótese, até o fim de junho, seriam precisos 3.950 leitos, sendo 136 de UTI. Durante esse período, a estimativa é de 662 óbitos. Já no cenário critico, seriam necessários 11.060 leitos, sendo 385 de UTI.

Atualmente, segundo a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), a rede privada tem 2600 leitos. Deste total, cerca de 100 são de UTIs reservadas para o atendimento de pacientes com coronavírus.

Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que existem 243 leitos exclusivos para o tratamento de Covid-19, sendo que destes, 118 estão em implantação. Das vagas ativos, 45 são de UTIs.

O professor Thiago Rangel explica que a média de redução do isolamento entre os municípios é de 2,5% ao dia. “Isso é muita coisa, isso significa hospitais abarrotados, um colapso do sistema médico. A gente sempre precisa lembrar que a pesquisa contabiliza leitos, mas ela assume que existem profissionais da saúde para atender as pessoas nesses leitos. Então, parte do recurso que a gente precisa não é só camas de hospital, mas também os profissionais de saúde, que vão ter que continuar nesse esforço de guerra”, afirmou.

Além disso, o pesquisador avalia que essa redução do isolamento social é provocada pela percepção das pessoas, que acreditam que a situação não é tão grave. “A pesquisa indica que, nos últimos 15 dias, porque as pessoas não vêm uma tragédia, não estão assustadas com uma catástrofe, estão em um movimento gradual de retorno a uma vida normal quando elas não deveriam. Se as pessoas continuarem nesse tendência, nós vamos ver um cenário caótico a partir da segunda quinzena de junho”, completou.

Com informações do G1

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