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Nuvem de gafanhotos está a 130 km do Brasil

Estima-se que cerca de 40 milhões de insetos estejam na nuvem




Uma nuvem gigante de gafanhotos colocou as autoridades argentinas e brasileiras em alerta. Segundo o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), órgão regulador do país vizinho, os insetos avançam rumo a uma região classificada como perigosa, e que fica próxima à fronteira com o Rio Grande do Sul.

Segundo o boletim, a tendência é de que a nuvem, que teria surgido em maio, no Paraguai, avance para a província de Entre Ríos, ao oeste do Rio Grande do Sul.

O governo do Brasil já estuda o uso de mais de 400 aviões agrícolas para controle dos insetos, caso cheguem ao país. A recomendação é que o combate aos gafanhotos seja feito pelas autoridades.


O governo brasileiro já estuda medidas para controlar os insetos, caso cheguem ao país. O sindicato que representa as empresas de aviação agrícola (Sindag) colocou à disposição do Ministério da Agricultura os 426 aviões pulverizadores que o Rio Grande do Sul possui.


“A aviação agrícola é considerada mundialmente uma das principais armas no combate a nuvens de gafanhotos”, disse em nota o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.


Especialistas alertam que o controle do inseto deve ser feito e orientado pelas autoridades do país, no caso o Ministério da Agricultura.


Segundo a entidade, a ferramenta é utilizada nesse tipo de operação inclusive em ações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na África.


"Não por acaso, foi determinante para o surgimento do setor no Brasil, em 1947, no Rio Grande do Sul. O primeiro voo agrícola brasileiro foi em 19 de agosto daquele ano, contra gafanhotos que dizimavam lavouras na região de Pelotas."

O Brasil possui a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo, com 2.280 aeronaves.


Alerta no Sul

O ministério pediu que a Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que realizem o monitoramento das lavouras e orientem os agricultores, principalmente os do Rio Grande do Sul, a adotarem eventuais medidas de controle da praga, caso a nuvem chegue ao Brasil.





A Emater do Rio Grande do Sul também orientou os produtores da Fronteira Oeste do estado.


"As autoridades fitossanitárias brasileiras encontram-se em permanente contato com as autoridades argentinas, bolivianas e paraguaias, por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave)", reforçou o Ministério da Agricultura, em nota divulgada nesta terça-feira (23).

Praga pouco conhecida

Segundo um relatório do Ministério da Agricultura da Argentina, a espécie de gafanhoto que avança na América do Sul, chamada Schistocerca cancellata, causou danos severos à produção do país nos anos 1960 e é considerada uma "praga pouco conhecida".


Novos ataques do inseto voltaram a ser relatados no país vizinho somente em 2015 e se repetiram em 2017 e 2019. Os argentinos afirmam que o inseto não traz nenhum risco aos humanos e nem é vetor de doenças.


De acordo o Ministério da Agricultura do Brasil, esses gafanhotos estão no país desde o século 19 e causaram grandes perdas às lavouras de arroz na região Sul do país nas décadas de 1930 e 1940. Mas as nuvens não se formam desde então.

Por Geiza Peixoto com informações do G1

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